Você já ouviu falar em Dark Kitchen? Essa é uma nova tendência para o setor de food service desde 2017 e agora ganhando força em 2020. Trata-se de cozinhas onde operam apenas no serviço de delivery, tornando-se “oculta” aos olhos do público. Sabemos que por conta do atual cenário, o serviço está em alta, tem seus benefícios e na matéria de hoje vamos abordar as vantagens desse tipo de negócio.

As Dark Kitchens, Restaurantes virtuais ou Cozinhas Fantasmas, como são conhecidas, são os mais novos modelo de negócios do setor, onde é possível operar uma cozinha com mais eficiência operacional. O serviço está totalmente interligado as plataformas de entrega de comida on line, como iFood, UberEats e Rappi, funcionando exclusivamente no b2c. Nos dias de hoje, sabemos que pedir uma refeição diferenciada via app é bem simples, ágil e muito prático, porém demanda muita responsabilidade, já que o cliente estará vivenciando a experiência de receber os produtos via delivery. A tendência tem gerado implantações espalhadas por várias cidades e países, como Brasil, Estados Unidos, Colômbia, Argentina, Chile, México e países pertencentes aos continentes da Asiáticos e Europeus (¹).

A FSone elabora os projetos Funcionais e projetos de Arquitetura para KITCHEN CENTRAL, em vários endereços estratégicos em São Paulo. (A mais recente obra está localizada na Rua Clélia, no bairro da Lapa/SP). 

A KITCHEN CENTRAL opera em todo território nacional com várias cozinhas no modelo de aluguel mensal, com basicamente 04 tipologias de cozinhas, funcionais e compactas (m2) que podem ser adequadas conforme a necessidade do cliente. Para o projeto, a FSone utiliza um conceito de “cabine de avião”. Cozinhas verticais, compactas e inteligentes para dar agilidade no processo.

Essa nova tendência é interessante e tem crescido muito, por conta do atual cenário financeiro. Implantar uma Dark Kitchen é vantajoso, pois você poderá produzir conforme sua demanda e seu custo é mais baixo, visto que há a opção de locação de imóveis mais compactos, com valores de aluguéis acessíveis e não precisam ser necessariamente bem localizados, por exemplo. Não há a necessidade de preocupação de escolha do local, se há espaço suficiente para a área social, como mesas e banheiros já que o estabelecimento não será aberto ao público (²).

Outra vantagem é que o local pode ser compartilhado com outros pontos de venda, facilitando a operação, como é o caso do empresário Benny Novak, que pretende montar uma cozinha 3 em 1, para atender ás entregas de um Restaurante de culinárias Francesa, Italiana e de uma outra marca que será exclusiva para serviço de delivery (³).


Foto de uma Dark Kitchen em funcionamento

A Hamburgueria do empresário Vicente Cruz, a IT Burger, localizada no México, ficou conhecida iniciando como da Dark Kitchen, onde a junção de produtos com qualidade, saborosos e o mistério por ser uma “cozinha fantasma” fizeram o negócio crescer. Hoje em dia eles já possuem local físico com salão para atendimento presencial (⁴).

Com todas essas novidades também vem os desafios. Como já mencionamos anteriormente em outras reportagens, entregar o alimento na temperatura correta e com ótimo aspecto, é essencial para esse tipo de serviço. Investir em boas plataformas de entrega (ou em sua própria plataforma) e realizar testes e  desenvolvimentos de novos produtos e embalagens são itens primordiais para alavancar uma Dark Kitchen.

Por exemplo, o empresário da It Burger, precisou desenvolver uma base mais espessa de seus pães, para evitar que os sanduíches chegassem molhados para seus clientes (5).

Logotipo da Hamburgueria It Burger que iniciou com uma Dark Kitchen e transformou o negócio em franquia.

Entender o tipo de deslocamento e a rota para a entrega ao cliente, realizar engenharia de cardápio e desenvolver embalagens mais práticas e que mantenham a qualidade do produto também são pontos importantes para a implantação desse tipo de negócio (6).

Entregadores das plataformas Ifood, Uber Eats e Rappi

 

O grupo francês Sodexo, conhecido como uma das maiores empresas de alimentação e gestão do mundo, também iniciou um novo tipo de negócio voltado para o serviço de delivery.  Segundo a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes – ABRASEL – é esperado um movimento de aproximadamente 19,5 bilhões para o setor (7).

Leia mais sobre as tendências e futuros das cozinhas no nosso livro | Food Service One: Planejamento, projeto e gestão. (Ivim e Amauri pelloso, 2019)

Já entendemos que daptar-se é preciso e que Dark Kitchen são sinônimos de economia, funcionalidade, agilidade! Nós da FSone podemos ajudá-lo a implantar uma Dark Kitchen. Quer saber mais a respeito?

É só acessar o nosso site e solicitar um orçamento!

https://fs-one.com.br/contato/

 Obrigada e até a próxima semana!

Ivim Pelloso e Juliana Harari

A Ivim sócia da FSone e fundadora da KITCHAIN – @ivimpelloso

A Juliana Mamprim é Nutricionista e integra o departamento Comercial da FSone – @julianamharari – Cel. (11) 98335-9252 – @fsone_bi

 

 

 

Referências:

1, 2, 4 e 5 – ‘Dark kitchens’: o que são as ‘cozinhas fantasma’, que só existem em apps de comida – https://www.bbc.com/portuguese/internacional-51624844

3 – Dark kitchen: cozinhar “às escuras” também é coisa de chef – https://vejasp.abril.com.br/comida-bebida/delivery-comida-dark-kitchens/

6 – Como capturar demanda e operar o delivery durante a crise – https://endeavor.org.br/operacoes/delivery-crise/

7 – Sodexo se volta ao consumidor e entra na disputa por delivery de comida no Brasil – https://www.seudinheiro.com/2020/empresas/sodexo-se-volta-ao-consumidor-e-entra-na-disputa-por-delivery-de-comida-no-brasil/